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Vale a Pena Ler



Assim como os nomes têm poder, as palavras têm poder. Elas podem acender fogueiras na mente dos homens. As palavras podem arrancar lágrimas dos corações mais empedernidos. Existem sete palavras que darão uma pessoa amá-lo. Existem 10 palavras que dobrarão a vontade de um homem forte. Mas uma palavra não passa de uma pintura do fogo. O nome é o fogo em si”  (Trecho)




Poucos livros me seduziram tanto como "O Nome do Vento" e "O Temor do Sábio". Afirmo que exitei a princípio, não me parecia interessante, confesso. Talvez por ser ficção e muito distante de um mundo real, ou pela quantidade de páginas, que não são poucas, me fizeram pensar na possibilidade de ter o compromisso de lê-los até o final mesmo não estando envolvida pela história.
Assumo que a iniciativa de lê-los não foi uma escolha minha, pois teve coparticipação do meu filho Victor já que os livros foram presentes meus dados a ele. Ele sabe que não sou dada a fantasias, gosto mais do mundo real, mas seus argumentos me convenceram quando citou que o autor escrevia a história de forma inteligente e leve. Então, considerei e os adotei por algum tempo. Sim, e foi por alguns meses já que meu tempo para leitura é bastante reduzido. 
Patrick Rothfuss escreve de forma intrigante e leve. A história flui num interlúdio entre o passado e o presente do personagem Kvothe entre outros personagens que tem papel fundamental na narrativa.

É como se todo mundo contasse uma história sobre si mesmo dentro da própria cabeça. Sempre. O tempo todo. Essa história faz o sujeito ser quem é. Nós nos construímos a partir dessa história.”  (Trecho)



Senti que muitas coisas ficaram pendentes, mas se tratando de uma trilogia é de se esperar que Rothfuss amarre as pendências no último livro. 
Esperarei ansiosa pelo terceiro livro e que ele seja tão épico e encantador quanto os dois primeiros. 
Fica a dica para os amantes da leitura.

Sabe, as mulheres são como o fogo, como chamas. Algumas parecem velas, luminosas e afáveis. Outras são como centelhas isoladas ou brasas, como pirilampos para se perseguir nas noites de verão. Há as que lembram fogueiras, todas feitas de luz e calor durante uma noite e dispostas a serem deixadas depois dela. Outras parecem lareiras: não são grande coisa para se olhar, mas, por baixo, são todas feitas de brasas vivas e quentes, que ardem por muito, muito tempo.”  (Trecho)












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